Angelina Jolie visita cidadãos de Mianmar no Dia Mundial do Refugiado

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Angelina Jolie visita cidadãos de Mianmar no Dia Mundial do Refugiado

 

Atriz de Hollywood esteve numa área que abriga 120 mil pessoas com vários a viver na situação durante décadas; enviada diz que não há soluções humanitárias para problemas políticos.

jolie Angelina Jolie visita cidadãos de Mianmar no Dia Mundial do Refugiado

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.*

A enviada especial do Alto Comissariado para Refugiados, Acnur, Angelina Jolie, passou o Dia Mundial do Refugiado num acampamento no norte da Tailândia que abriga cidadãos do Mianmar.

O complexo de Ban Mai Nai Soi é um dos mais antigos da área fronteiriça, com cerca de 120 mil refugiados abrigados em nove campos. Várias pessoas vivem na área há 30 anos, segundo o Acnur.

Vontade Política

Nesta sexta-feira, a atriz de Hollywood disse que agora, mais do que nunca, a comunidade internacional deve não apenas demonstrar mas também agir sobre a vontade política para parar e prevenir conflitos.

Conforme advertiu, a alternativa é que se assista ao aumento de refugiados de longa duração, ao explicar que mais da metade dos refugiados sob os cuidados do Acnur estão em situação de estagnação.

Para ela, um refugiado passa, em média, 17 anos da sua vida no exílio, tempo que considerou passado “no limbo com a impossibilidade de voltar para casa ou seguir em frente com a vida”.

Estabilidade

Caso não sejam resolvidos os atuais conflitos, Jolie disse que haverá cada vez mais refugiados de longa duração a precisar de apoio internacional permanente, que considerou de “risco para a estabilidade.”

Na área da província de Mae Hong Son, Jolie falou do conflito sírio e dos reflexos dos tumultos no Iraque, onde se desenrola uma emergência humanitária. Ela mencionou a fuga de centenas de milhares de pessoas no que chamou de “mais recente capítulo na guerra de uma década”.

Recursos

O relatório do Acnur Tendências Globais aponta para 51,2 milhões de refugiados, deslocados internos e requerentes de asilo em todo o mundo, no que é considerado “um número sem precedentes”.

Entre o fim de 2012 e o final de 2013 houve um aumento de 6 milhões de refugiados. Para Jolie, a única resposta à subida é dedicar mais esforços e recursos para tratar de conflitos em todo o mundo. Para ela, não há “soluções humanitárias para problemas políticos”.

Por detrás do aumento estão o agravamento dos conflitos no Médio Oriente, na África Central e Ocidental e a falta de soluções para os refugiados existentes.

*Apresentação: Denise Costa.

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